Malassezia (ou malasseziose) em cães

Malassezia (ou malasseziose) em cães

Malassezia é, na verdade, o nome de um gênero de fungos capaz de causar problemas na pele de animais e também de humanos.

Nos cães, é o fungo da variedade Malassezia pachydermatis também conhecida como Pityrosporum canis, Pityrosporum pachydermatis e Malassezia canis) que merece atenção especial. Trata-se de um organismo não micelial, na verdade trata-se de uma levedura, não dependente assim de lipídio, lipofílica, saprofítica que se reproduz assexuadamente por gemulação simpodial (aquele em que o eixo principal para de crescer e é substituído por outro ramo ou gema lateral) ou monopolar (cresce sem que haja ramificações).

 

Esse fungo já vive naturalmente no corpo dos cães, sem causar nenhum problema, pois é frequentemente encontrado como um organismo comensal em algumas regiões do corpo, tais como na pele, porém sendo mais adepto às regiões úmidas, a exemplo das mucosas genitais, orais, nariz, canal auditivo, vãos dos dedos e dobras cutâneas, pois o aumento da umidade e da temperatura nessas áreas favorece a multiplicação exagerada desse microrganismo.

 

 

Embora faça parte da flora da epiderme do animal, em alguns casos, pode se proliferar de forma descontrolada e provocar doenças de pele.

Assim sendo, uma simples dermatite seborréica pode ser acompanhada de infecção por Malassezia que age por oportunismo. Sua presença não atrapalha a vida do animal e não interfere em seu bem-estar. Entretanto, a Malassezia possui comportamento oportunista e, dessa forma, pode causar danos àqueles animais imunossuprimidos ou portadores de comorbidades. Sendo assim, quando o cão está em situação vulnerável a outra enfermidade, a Malassezia se prolifera ocasionando um desequilíbrio na derme e resultando em uma dermatite.

Como registro, sabe-se que também já foi identificado inclusive na epiderme de filhotes com somente três dias de idade. Também pode estar envolvido com algumas doenças dermatológicas. As manifestações clínicas mais comuns incluem hiperpigmentação, seborreia oleosa, eritema e diversos graus de prurido.

 

Os fatores que levam a esse crescimento populacional desordenado parecem estar relacionados a alterações no microclima da pele, como aumento da umidade e da temperatura, acúmulo de gordura e ruptura da camada mais exterior da epiderme (estrato córneo). A pele dos cães é um órgão de extrema importância para as defesas do organismo, e sua epiderme é a primeira barreira contra microrganismos invasores.

 

Por isso, é de extrema importância que ela se mantenha sempre saudável. O estrato córneo é a camada mais superficial dessa barreira, sendo formado, basicamente, por gordura e queratina. Ele previne a perda de água da pele, além de evitar a entrada de patógenos.

 

Sua ruptura está relacionada ao surgimento da doença. Ela pode ocorrer nas doenças alérgicas, como atopia, alergia alimentar, endocrinopatias, parasitoses da pele e seborreia e, em geral, nas enfermidades que causam coceira, pois o animal se arranha e se morde, rompendo o estrato córneo. O uso prolongado de antibióticos e glicocorticoides também favorece o surgimento do fungo e influência na forma como tratá-la.

Embora essa doença atinja qualquer raça de cães, existem determinadas raças que são predispostas geneticamente a ter a malasseziose, tais como o Pastor Alemão, o Golden Retriever, o Shih Tzu, o Dachshund, o Poodle, o Cocker Spaniel e o West Highland White Terrier.

 

O diagnóstico da Malassezia em cães é feito sempre por um médico veterinário por meio das manifestações clínicas no animal e exame da pele, pelos e do ouvido com a coleta de células e secreções dessas regiões, que serão analisadas posteriormente no microscópio, onde é possível observar o fungo.

O diagnóstico para confirmar a presença da Malassezia pode ser realizado através de citologia por impressão ou de fita adesiva (imprint cutâneo) onde o crescimento excessivo do fungo é confirmado ao serem encontrados mais de dois fungos por campo. Quando ocorre no ouvido, a identificação pode ser baseada citologia do cerúmen ou cultura do agente, sendo o último método mais demorado e de maior custo.

 

O tratamento existe, e é geralmente feito com uma combinação de antifúngicos tópicos ou sistêmicos, muitas vezes associado a antibióticos e corticoides. Após a finalização do tratamento, convencionalmente indica-se uma nova citologia para verificação de um resultado negativo.

Para que haja sucesso em qualquer tratamento, porém, é preciso identificar e corrigir a causa de base, como as alergias ou doenças endócrinas, assim como controlar o fungo.

Embora a Malassezia em cães tenha cura, há de se observar que nem sempre é simples, devido às particularidades do fungo e por ele pertencer normalmente à microbiota natural da pele dos cães, além da existência, em geral, de determinadas comorbidades associadas à doença.

 

Nos casos leves, é possível fazer somente o tratamento tópico, com banhos periódicos e shampoos com efeito antifúngico. Como a umidade perpetua o ciclo de vida do agente, é imprescindível que o pelo desse cão fique bem seco após os banhos terapêuticos.

Em casos mais graves, é necessário administrar antifúngicos orais, antibióticos (se houver presença de bactérias no exame da pele), além dos banhos terapêuticos citados acima. O tratamento é longo e só deve cessar quando o exame der negativo.

Outro ponto importante do tratamento é a recuperação da integridade da barreira cutânea. O uso de suplementos para reposição de barreira cutânea com ceramidas (lipídios encontrados na camada mais externa da pele) e ácidos graxos é indicado junto à terapia oral com Ômegas 3 e 6.

 

 

Quando ocorre nos ouvidos, observa-se um cerúmen de coloração marrom-escuro a negro, de consistência pastosa e abundante e assemelhando-se a uma graxa, além de odor desagradável, chacoalhar frequente da cabeça, prurido e escoriações.

Também é comum dor de ouvido manifestada pelo choro ou ganido ao coçar, esfregar a pele contra objetos e tapetes, manchas escuras na pele das orelhas e atrás dela, bem como nas regiões esfregadas.

 

Além dos medicamentos alopáticos destinados ao combate dessa enfermidade, no caso especifico dos ouvidos, pode-se adotar com boa eficácia um tratamento homeopático curativo e preventivo, recomendando-se alguns outros também muito eficazes, relativamente baratos e fáceis de serem obtidos. Dentre eles podemos citar o óleo de coco e solução de óleo de melaleuca (50%) + óleo de andiroba (50%).

Vejamos a seguir algumas das principais características de cada um desses produtos citados.

Óleo de coco: São amplamente conhecidas as propriedades antibacterianas do óleo de coco por milhares de anos. Seus ácidos graxos (em particular o ácido láurico) compostos absorvidos diretamente no sangue, matam várias bactérias, vírus, fungos, parasitas e até alguns protozoários.

O coco é muito rico em ácido láurico, o qual, uma vez convertido em monolaurina, após a absorção pelo organismo, passa a agir basicamente como um potente exterminador de fungos, bactérias” e neutralizar a ação de alguns vírus, pois possui a capacidade de matar uma ampla gama de hospedeiros patogênicos prejudiciais ao corpo, tornando-se eficaz no auxílio ao tratamento de infecções, doenças virais, distúrbios digestivos e doenças crônicas.A umidificação periódica dos ouvidos com óleo de coco ajuda bastante a controlar o acúmulo excessivo de cera.

 

 

Óleo de melaleuca (50%) + óleo de andiroba (50%): Dentre os benefícios do óleo de melaleuca estão propriedades antissépticas, antifúngicas, antibacterianas, anti-inflamatórias, estimula a cicatrização de ferimentos, alivia o ardor.

Já, o óleo de andiroba, apresenta inúmeros benefícios semelhantes, dentre os quais destacam-se: potente emoliente, analgésico e anti-inflamatório, antitérmico, cicatrizante, bactericida, fungicida, repelente de insetos, age eficazmente contra infecções, anti-helmíntico e antiparasitário.

Facilmente encontrados em farmácias de manipulação.

 

JAMAIS DESCUIDE DA SAÚDE DO SEU CÃO, PARA QUE NÃO TENHA QUE TRATÀ-LO DEPOIS

FICA A DICA !!!

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