Sobre o

Terrier Brasileiro

 O Terrier Brasileiro é um cãozinho muito alegre, incansável, alerta, ativo, esperto, festeiro, amigável e gentil com amigos, porém desconfiado com estranhos, muito inteligente e facilmente adestrável, tornando-se muito comum em diversas apresentações caninas.

Ótimo para companhia de crianças por seu comportamento brincalhão.

Atualmente são muito utilizados para a companhia e alarme em áreas urbanas e caça a pequenos animais em áreas rurais e até mesmo pragas urbanas tais como ratos.

Trata-se de um cão de pequeno a médio porte, esbelto, bem equilibrado com estrutura firme, musculosa e bem delineada, com proporções denominadas quadradas (o comprimento do corpo medido da ponta do ombro à ponta do ilíaco é aproximadamente o mesmo da altura na cernelha).

Sua pelagem é de tamanho curto, lisa, fina sem ser demasiadamente macia e bem assentada à pele, porém não se permitindo ver a pele através do pelo. Os machos em geral devem ter entre 35 e 40 cm de altura e as fêmeas entre 33 e 38 cm de altura na cernelha, pesando até 10 kg.

Há oficialmente quatro diferentes padrões de cores em filhotes de Terrier Brasileiro, porém sempre tricolores (tonalidades de três padrões distintos de cores em um mesmo cão). O corpo em geral tem fundo branco, com marcações pretas, marrons (fígado) ou azuis (cinza) salpicadas aleatoriamente.

A cor canela (Tan) pode ser encontrada entre a cor branca e a outra cor e/ou salpicada em pequenas pintas nos membros dianteiros. A ausência da marcação “Tan” no corpo é permitida, bem como a segunda cor (preta, marrom ou azul) podendo formar uma “capa” por cima do dorso.

A cabeça sempre possui uma máscara preta, cinza ou marrom com pelagem canela ao redor da boca, sobrancelhas e na região interna e borda das orelhas. Pode haver marcações brancas no focinho e no alto da cabeça, mas estas devem ser de pequena intensidade e mais simétricas possível. Orelhas devem ser pendentes e triangulares, olhos castanho-escuros, mais escuros quanto possível nos cães com marcação preta no dorso, e com tonalidade verde, castanha ou até azul nas demais cores.

O peito deve ser amplo com formato de “barril”, e não esguio. A cauda em geral é íntegra, no entanto, podem nascer sem cauda ou com cauda curta em algumas linhagens

No Brasil, a raça é conhecida popularmente como “Fox Paulistinha”, por conta de sua relação ou semelhança com a raça de cães inglesa denominada Fox Terrier e por ter sido historicamente mais difundida no interior do Estado de São Paulo, apesar de existir em outras regiões do país. O nome oficial de “Terrier Brasileiro” foi criado por ocasião do processo de registro e reconhecimento da raça junto à CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) e a FCI (Fédération Cynologique Internationale).

Informalmente também sempre foi conhecido no Estado do Rio Grande do Sul simplesmente como “Fox”, e no Estado de Minas Gerais como “Foquinho”, um diminutivo abrasileirado e regionalizado de “Fox”. Fora do Brasil a raça é mais conhecida por seu nome de registro oficial.

Tendo o mesmo padrão de raça desde 1920, a primeira tentativa de reconhecimento do Fox Paulistinha ocorreu em 1964, mas, pelo baixo número de registros na época, o processo foi cancelado.

Depois de muito trabalho por parte de alguns criadores, a raça recebeu o reconhecimento provisório em 1995 e o definitivo em 2006. Esse processo (GRUPO 3 – Padrão FCI 341 – 05/11//2018 – Atualizado em: 03 de abril de 2019) foi na FCI (Fédération Cynologique Internationale), com sede na Bélgica e que tem uma série de regras a serem cumpridas antes do reconhecimento definitivo (como comprovar ausência ou controle de doenças genéticas, número mínimo de exemplares sem parentesco próximo, ninhadas que nasçam homogêneas, dentre outras).

Ao que se sabe, raça teria chegado ao Brasil entre os séculos XIX e XX, e, assim como seus parentes do grupo dos Terriers, foi muito utilizada na caça aos ratos em armazéns e fazendas.