A imagem de um cachorro “gordinho” como sinônimo de animal bem tratado, saudável e cheio de vida é um tanto quanto obsoleta, pois é necessário conhecer as consequências nocivas derivadas de excessiva gordura no organismo do animal para não deixar que se produza, e menos ainda se favoreça a obesidade, muitas vezes reflexo da tentativa de oferecer de forma personalizada um “determinado carinho” para um animal de estimação.
Muitos acham que um animal gordo é sinônimo de “fofura”, outros enchem-nos de comida porque acham que comida é sinônimo de amor e que eles devem satisfazer todas as suas vontades.
Mas esse hábito não só diminui sua qualidade de vida, como acaba encurtando o tempo que ele ficará ao lado do tutor, ou seja, sua vida será mais curta e sem qualquer qualidade por conta de todos os problemas de saúde que a obesidade proporciona ao animal.
Embora ainda haja muita confusão sobre esse tema, é bom saber que nem sempre um animal bem alimentado é necessariamente sinônimo de um animal corretamente nutrido, ou seja, quantidade e qualidade não são sinônimos quando o assunto é alimentação.
A alimentação deve ser sempre de boa qualidade, devidamente balanceada e de elevado teor nutricional, principalmente na fase inicial do crescimento e desenvolvimento de toda a estrutura ortopédica e muscular.
A obesidade é mais “um acúmulo excessivo de gorduras do corpo” do que propriamente “excesso de peso“, pois esse excesso pode-se verificar também por uma retenção de água ou devido à massa muscular. A avaliação da gordura é relativamente subjetiva, pois deve-se levar em conta para esta análise, características do indivíduo, da raça ou até mesmo da morfologia do animal.
A obesidade traduz-se fisicamente por uma certa deformação, devida aos depósitos de gorduras generalizadas ou localizadas em certas partes do corpo.
Uma maneira relativamente simples de avaliar se o cão está ou não obeso ou tendendo à obesidade é verificar sua silhueta longitudinal e também superior.
Nos cães com tendência à obesidade ou até mesmo já obesos, o aspecto da silhueta já evidencia uma saliência lateral entre as duas linhas paralelas que delimitam o corpo do animal.
No caso especifico da raça Rottweiler, tanto nos machos quanto nas fêmeas, a tendência é que cresçam naturalmente e desenvolvam o porte, até aproximadamente os 18 meses de idade. A partir dessa idade, a tendência é que desenvolvam e fortaleçam estrutura muscular e ortopédica e não mais o crescimento.
Em síntese, para os Rottweilers, deve-se considerar que cresçam até aproximadamente os 18 meses e após essa idade, comecem a adquirir e definir a musculatura e o porte característicos da raça.
Assim sendo, faz-se importante por questões de saúde, que essas etapas não sejam modificadas. Rottweilers pesados em idade precoce, obesos e/ou mantidos em pisos rígidos, cerâmicos ou lisos, tendem a ter problemas no futuro, tais como lesões nos ligamentos cruzados e até mesmo displasias articulares adquiridas.
A obesidade traz aos cães uma série de problemas de saúde, que, agindo de maneira associada prejudicam em demasia seu bem-estar e qualidade de vida diminuindo consideravelmente sua expectativa.
Dentre os problemas citem-se:
– Problemas respiratórios;
– Problemas nas articulações e ligamentos;
– Problemas de pele (dermatites diversas);
– Distúrbios gastrointestinais;
– Estresse térmico (hipertermia);
– Aumento da probabilidade de desenvolver tumores;
– Problemas reprodutivos;
– Redução da tolerância à glicose (diabetes);
– Aumento dos riscos em cirurgias;
– Perda de eficácia do sistema imunológico.
Uma vez estando comprovado que o cão está tendendo à obesidade ou até mesmo já obeso, há de se tomar uma serie de providencias para corrigir esse problema, pois sua não observância certamente resultará na tendência à uma série de problemas futuros ao cão, principalmente um Rottweiler.
Inúmeras são as recomendações que podem ser adotadas, que de forma associada certamente trarão bons resultados. Dentre elas podem-se citar:

– Reduzir o valor energético da ração (sem diminuir o volume, pois o cão acostumado a um certo volume de alimentos, tende a mantê-lo, mesmo que a alimentação seja menos energética);
– Fracionar a ração ao longo do dia (é melhor dar-lhe várias rações pequenas ao longo do dia);
– Utilizar s alimentos cuja garantia nutricional é conhecida. Uma ração especial para cães obesos é fundamental;
– Dispensar as guloseimas;
– Fazer com que beba tanta água quanto seja possível;
– Impor-lhe um programa de exercícios físicos regulares.

