Humanização de Rottweilers

Humanização de Rottweilers

Observa-se cada vez mais comum a tendência à “humanização” (antropomorfização) dos cães, como se eles literalmente fizessem parte das famílias de forma assemelhada aos seres humanos e não como animais.

Sob tal enfoque pode-se afirmar que a relação íntima e o apego entre humanos e animais de companhia são fenômenos sociais frequentes na contemporaneidade.

Pesquisas do IBGE mostram que nos lares brasileiros já existem a algum tempo mais animais de companhia do que crianças. Nesse sentido, os tutores acabam, por exemplo, castigando seu cão por ele eventualmente “errar”, quando na verdade ele não faz a mínima ideia do que o humano considera certo e errado, pois simplesmente não entendem nossos princípios e normas.

 

 

O instinto natural de um cão dentro de sua própria espécie se resume à percepção de “seguro versus inseguro” e “vantajoso versus desvantajoso”.

Assim sendo, a humanização pode causar uma sobrecarga de responsabilidade nos animais como forma de justificar o castigo que mina o relacionamento entre cães e humanos. Apesar de serem incrivelmente espertos e observadores, os animais agem de forma diferente. Muitas vezes, os tutores dizem que o animal é mais humano que o ser humano, ou seja, acreditam que os animais têm mais qualidades boas que ruins. Alegam nesse sentido, que os animais não matam, não roubam, não atacam ninguém sem motivo, não cometem atrocidades, etc.

 

 

Nessa humanização acaba então por ocorrer a tendência à transferência de determinados atributos humanos para os animais, visualizando a relação e o laço entre duas pessoas (humanos), tratando-os como se fossem um filho ou filha. Então, acaba por haver nesse momento uma personificação dos animais, sendo algo não-natural a eles, sob o aspecto de uma uma visão específica do animal.

 

 

Há algumas hipóteses que supõem que esse comportamento tem relação com o fato das pessoas estarem cada vez mais isoladas e individualistas, substituindo assim a necessidade de afeto e troca com humanos pelo laço e companhia com os animais.

Há de se entender a dinâmica e existência dos mesmos dentro da espécie que são, não lhes atribuindo características de seres humanos.

Não há problema algum em tratar o animal como um “membro da família”, pelo contrário, pois ele de fato é, mas devem existir limites neste relacionamento afetivo.

 

Ocorre que, em geral essa relação muito humanizada acaba por gerar dependência do animal para com a pessoa. O conceito de humanização do cachorro envolve ações que os cães não precisam e até mesmo não compreendem, transformando a rotina dos animais como se fosse de uma pessoa.

 

O uso de roupas exageradas, muitas vezes com looks exuberantes e cheios de detalhes que mal deixam o cachorro respirar corretamente, alguns procedimentos estéticos, festas de aniversário e até casamento, passeios de carrinho de bebê e até mesmo em bolsas de mão, são alguns exageros da humanização dos cães, que podem trazer efeitos prejudiciais para a saúde, comportamento e sociabilização do animal.

 

 

 

Esse tipo de situações deve ser sempre evitado, pois a humanização, conforme já citado anteriormente, pode ser prejudicial para a saúde do cão, pois impede que ele execute comportamentos naturais à sua própria espécie, a fim de se adaptar ao estilo de vida humano, certamente provocando confusões em sua mente, o que resulta em alterações na sua conduta e comportamento natural à sua espécie.

Ansiedade, depressão, dificuldades de sociabilização com pessoas e outros animais, transtornos alimentares, transtornos de comportamento e agressividade, perda de identidade, perda dos princípios de hierarquia são alguns dos danos comprovados cientificamente que a humanização traz.

 

 

 

Portanto, cuidado com tal prática, pois embora possa até parecer promover algum aparente conforto e bem-estar ao cão, na verdade pode vir a causar a ele uma série de problemas totalmente alheios à sua espécie e que, não raras as vezes, se tornam muito difíceis de serem corrigidos à medida que a idade avança.

Todos esses distúrbios não são característicos da espécie canina e sim da espécie humana e, uma vez transferidos (mesmo que involuntariamente) a uma outra espécie cuja característica principal é a convivência em grupo (matilha), certamente alguma sequela acabará por surgir.

 

 

Sob tal contexto, quando adquirir um filhote de Rottweiler, lembre-se que, em absolutamente nada adiantará repreende-lo com algum tipo de agressividade verbal ou até mesmo mecânica (bater nele por exemplo), pois fazendo dessa maneira somente fará com que o mesmo tenda a se tornar amedrontado ou até mesmo agressivo, pois ele não compreende essa linguagem e, faz parte da natureza biológica dele tentar descobrir qual será o lugar dele na sua “nova matilha”, ou seja, você que o adquiriu e todos os seus familiares que cotidianamente têm contato com ele.

 

 

 

 

Nunca se esqueça que cães são animais de matilha e não compreendem o significado do termo “igualdade social”, ou seja, faz parte de sua natureza biológica viverem em companhia de “outros companheiros”, sejam eles de quatro ou duas patas, porém sempre sabendo qual é o seu lugar nesse grupo e, isso implica em uma rígida hierarquia sem a qual ele não saberá viver harmoniosamente.

Para eles, você e sua família serão doravante os companheiros que farão parte de sua matilha, à qual ele estará sempre pronto e disposto a defender com muita determinação e até mesmo com a própria vida se necessário for.

 

Regras de comportamento devem ser impostas deste o primeiro dia de seu cão em sua casa. Essas regras devem ser explícitas e sempre constantes, porém com disciplina e energia e nunca com intolerância. Você deve deixar bem claro que se trata da SUA casa, das SUAS regras, da SUA “matilha”.

No momento que seu cão entender isso, você terá tudo que quiser dele e ele será muito mais feliz assim. Se você não souber mostrar que você é o “ALFA”, o chefe da matilha, ele logo assumirá que o chefe é ELE e isso para ele é perfeitamente natural. No momento que ELE assumir esta postura as coisas terão que ser da maneira que ELE quiser e a partir daí você vai ter um sério problema nas mãos e não adianta ficar com raiva do cão.

LEMBRE-SE ENTÃO QUE, O ÚNICO CULPADO TERÁ SIDO VOCÊ MESMO.

Reprodução totalmente proibida
Direitos autorais do Canil Rottwunder®
ISBN  978-65-00-82051-5
Registro INPI 927.474.956

Compartilhe Este Post: