Vídeos e/ou fotos – Uma armadilha?

Vídeos e/ou fotos – Uma armadilha?

Tentaremos aqui abordar um assunto que, muitas vezes surge na mídia falada e escrita e que, independentemente das subjetividades que algumas vezes embasam certas opiniões e comentários, servem de parâmetro para a formação de opinião dos leigos, sejam eles os que querem adquirir um filhote de determinada raça, ou até mesmo aqueles que se intitulam criadores de determinada raça e nada mais são que pessoas muito mal informadas e até mesmo inescrupulosas (criadores ilegais e “fundo de quintal”), que resolvem cruzar seus cães em casa, sem saberem ao certo o que estão fazendo e, visando apenas um determinado  “lucro” auferido sobre a venda dos filhotes.

Escolher um cãozinho para se tornar membro da sua família pode ser uma das decisões mais sérias e empolgantes da sua vida, pois certamente haverá a partir dessa escolha e aquisição, um vínculo recíproco de afeto e companheirismo mútuo que perdurará por anos. Muitas vezes essa decisão perdura ansiosamente por dias, semanas e, em alguns casos, por anos, mas se prazerosa para você e sua família, pode ser confusa e assustadora para o cãozinho que, uma vez separado de sua família original, só espera ser tratado com igual carinho, respeito e responsabilidade.

 

Assim sendo, você deve se planejar de maneira adequada e com antecedência para receber esse “novo membro” da sua família, a qual, a partir de então, também se tornará a família dele, ou seja, para ele sua nova matilha.

Uma regra básica para evitar aborrecimentos que certamente virão no futuro é jamais comprar cães no MERCADO LIVRE, OLX ou em sites semelhantes e para tal finalidade. Evite sempre os tais “CLASSIFICADOS”, mesmo que aparentemente o preço lá ofertado em determinado momento possa até lhe parecer muito mais tentador que o ofertado por um canil sério e responsável.

Você certamente tenderá a ter muito aborrecimento posteriormente, além de estar contribuindo para uma criação sem qualquer responsabilidade, pois determinadas pessoas só cruzam seus cães porque há demanda. Se ninguém comprar filhotes dessa forma, certamente não terão para quem os vender e, estaremos colaborando para que as raças sejam preservadas e principalmente para que doenças genéticas não sejam perpetuadas.

Sob tal contexto, há de se pressupor e ao mesmo tempo recomendar, que quem deseja possuir um cão de raça, deve observar que seja ao menos de boa procedência, com determinadas garantias pertinentes as especificidades de cada raça, visitando o canil (estrutura, instalações, higiene e profissionais) que o está oferecendo, conhecendo o temperamento e a genética dos pais e, enfim, todas as particularidades que envolvem essa decisão.

 

Assim procedendo, automaticamente você estará separando os bons dos maus criadores e ainda, colaborando bastante a evitar que sejam “fabricados” filhotes sem saúde, sem procedência, sem linhagem e sem quaisquer garantias.

Enfim, cães assim nada mais são que SRDs com fenótipo de cães de raça e, com um agravante, com personalidade totalmente indefinida.

Lamentável, mas verdadeiro.

Sob tal linha de raciocínio, ao procurar adquirir um filhote de determinada raça, sempre se faz interessante conhecer previamente o canil que o está ofertando, visitá-lo se possível e, principalmente conhecer seus pais.

Sempre que possível, é importante fazer uma visita ao canil e ao criador do animal. Verifique se o ambiente é limpo e se a aparência dos filhotes é saudável, se estão alegres e integrados ao ambiente onde se encontram. Analise também as instalações do canil, como os pais do filhote estão sendo tratados, se têm conforto, bem-estar e integração ao ambiente, com os tratadores e com os proprietários do canil.

Há de se considerar que, tal condição só pode ser posta em prática se, e tão somente se, houver predisposição de ser feita visita ao canil e não se optar pela escolha de um filhote tendo por base fotos e vídeos solicitados e enviados pelo criador. Jamais proceda assim para evitar que eventuais problemas futuros ocorram.

Opte sempre pela visita ao canil!!!

Quando se recorre ao recurso da escolha de um determinado filhote adotando-se apenas como referência uma determinada imagem fotográfica ou um vídeo, há de se ter em mente que muitos detalhes podem não ficar totalmente caracterizados nessas duas opções, tais como o ambiente onde estão alojados os cães e sua personalidade dentre inúmeros outros.

Em contrapartida, alguns outros detalhes, em geral, podem estar sendo propositadamente evidenciados como estratégia de marketing, quase sempre com adoção de artifícios e recursos gráficos e computacionais, tais como ajustes de coloração, brilho, contraste, ângulo de imagem, retoques aqui ou acolá. É o que se denomina no linguajar popular de “dar um polimento ou verniz” na apresentação.

Sob tal linha de raciocínio, a escolha de um filhote tendo por referência apenas e tão somente algumas imagens ou vídeos, não raras as vezes pode trazer alguma decepção ou inquietude quando do posterior recebimento ou retirada deste. Nunca se deve esquecer que fotos e vídeos são feitos em determinado momento e sob determinadas condições específicas e estratégicas, sendo que, no decorrer do tempo todas essas condições automaticamente mudam e, por incrível que pareça, na maioria das vezes mudam bastante.

Todas as estratégias de marketing, de um modo geral estabelecem que todo cliente precisa ser encantado de alguma forma e, para tanto, visam explorar ao máximo essa condição. Quando se trata de uma determinada loja física, o cliente é encantado pela vitrine bem organizada, pelo vendedor que o atende muito bem e, claro, pelo produto em si que ele almeja adquirir. Ele pega, olha os detalhes, “namora” aquele item. Para ele, o ver significa tocar. Mas quando se trata de uma venda virtual, não se pode tocar em um produto que está na tela do computador, pois a subjetividade se sobrepõe à objetividade.

Tendo por embasamento a estratégia de marketing descrita, onde a subjetividade das imagens e/ou vídeos se sobrepõe à objetividade da visita presencial, onde pode tocar o que almeja adquirir, há algum mal em solicitar aos criadores que enviem preliminarmente fotos e/ou vídeos dos filhotes ou dos cães adultos para que sirvam de referência?

 

Obviamente que não há mal algum nisso, e até deve ser estimulado, desde que se tenha sempre em mente que esse procedimento deve ser meramente orientativo e jamais visando substituir a necessidade de visitação formal e pessoal ao canil para interagir no local com os cães adultos, os criadores, os tratadores e também com os filhotes que lá estarão à sua espera para aquisição.

Assim procedendo, se estará evitando futuramente uma série de aborrecimentos e mal-entendidos que eventualmente ocorrem, tais como:

  • Mas esse não parece ser o filhote que me foi apresentado nas fotos (ou vídeos);
  • Tenho dúvidas se o filhote é realmente esse ou foi trocado por outro;
  • Será que os pais do filhote que adquiri são realmente equilibrados?;
  • Mas o filhote que me foi apresentado me parecia maior, mais “cabeçudo”, mais escuro (ou mais claro), mais forte, etc.;
  • Tenho dúvidas se esse filhote é realmente do casal que me apresentaram.

 

Enfim, essas e outras tantas situações de constrangimento podem e devem ser evitadas e, para que isso ocorra, a melhor alternativa sempre é visitar o canil.

Lembre-se sempre que, você está a busca de um companheiro que será inserido no interior da sua casa e integrado à sua família por algo em torno de uma década e, para tanto, essa escolha deve ser, no mínimo, personalizada.

Deve haver “calor humano”, empatia e sentimento nessa escolha, condições tais que só ocorrerão se o ato de tocar se sobrepuser ao de ver, pois seu futuro companheiro merece esse carinho e respeito de sua parte.

Deve-se observar, que em geral a qualidade da apresentação visual muda substancialmente o aspecto da qualidade da informação que se quer passar ao público. Obviamente que, o resultado final se altera também.

Há de se considerar que o conceito de marketing visual se baseia sempre em três estratégias básicas, a saber:

  • Atrair a atenção de maneira única, surpreendente e impactante;
  • Facilitar a interpretação da mensagem pelo público;
  • Despertar uma emoção que leve o público a uma atitude.

 

No caso em questão, a adoção de uma estratégia de vendas embasada exclusivamente em fotos e/ou vídeos tem por objetivo que a atitude ideal do comprador em potencial seja sempre a compra de um determinado filhote, certo?

Não exatamente.

As fotos ou vídeos podem até gerar vendas pontuais, mas o ideal é que essa influência sempre se sustente para além da fase de decisão. Portanto, o segredo é evitar a ansiedade e entender que uma boa estratégia de marketing visual considera as diversas fases da jornada de compra do consumidor.

Assim sendo, antes de escolher seu canil de preferência associado à sua marca (logotipo, site, fenótipo dos padreadores do plantel, linguagem de apresentação e esclarecimento pleno de todas as eventuais dúvidas, garantias, etc.), o consumidor precisa se identificar e se relacionar com ele, a tal ponto de decidir visitá-lo ou simplesmente confiar através de uma indicação sólida e bem fundamentada de algum outro cliente.

Uma vez decidindo pela visitação, com certeza absoluta também uma emoção estará sendo despertada para que a atitude da visita e aquisição do filhote se concretize finalmente.

A fixação da logomarca do canil é sempre fundamental em todo esse processo e, a visitação prévia para escolha e aquisição do filhote que será seu companheiro por muitos anos é sempre imprescindível.

Jamais se esqueça disso !!!

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Direitos autorais do Canil Rottwunder®
ISBN  978-65-00-82051-5
Registro INPI 927.474.956

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